Juros do cartão de crédito voltam a cair em novembro

Depois de medidas adotadas pelo governo a partir de abril, as taxas do rotativo do cartão de crédito caíram. Segundo o Banco Central, no mês de novembro a taxa chegou a 218,3% ao ano, uma queda de 2,8 pontos em relação a outubro. Antes da mudança das regras, os juros do cartão superavam os 400% ao ano. Em alguns casos, podia chegar aos 800%.

O rotativo do cartão de crédito ocorre quando o consumidor não paga o valor total da fatura, quando ele faz, por exemplo, apenas o pagamento mínimo. Ao fazer essa escolha, é como se o cliente tivesse feito uma operação de crédito para financiar a dívida, só que com juros elevadíssimos.

Novas regras

Em abril, entrou em vigor uma regra que incentiva a redução desses juros e evita o superendividamento. Na prática, o consumidor, agora, não fica mais preso no rotativo do cartão de crédito.

Sempre que o consumidor entrar no crédito rotativo, depois de 30 dias o banco terá de oferecer um parcelamento do saldo devedor. O cliente também fica com a opção de, depois desse prazo, fazer o pagamento à vista. Caso ele não escolha nenhuma das duas alternativas, ficará inadimplente.

Antes dessas novas regras, se o cliente fizesse uma fatura de R$ 1 mil, mas tivesse apenas R$ 150, a dívida poderia se tornar impagável. No primeiro mês, o saldo devedor saltaria de R$ 850 para R$ 948,72. No fim do sexto mês, estaria em R$ 1.708,90.

Fatura alta

A dívida, se não quitada integralmente, subia muito rápido em função dos juros. O cartão de crédito é uma das modalidades com as taxas mais elevadas do mercado brasileiro. Em dezembro do ano passado, segundo o Banco Central, ela chegou a 484,6% ao ano – o equivalente a 15,85% ao mês.

Com taxas tão elevadas, tornou-se comum clientes ficarem inadimplentes. A conta começava relativamente pequena e, depois de alguns meses, era quase impossível de ser paga. Agora, se o cliente fizer uma fatura de R$ 1 mil, mas pagar apenas R$ 150, ele entra no rotativo apenas por um mês. O banco terá de contatar o consumidor e perguntar se ele quer parcelar ou pagar à vista.

Fonte: Brasil.gov